Biblioteca

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ISAF

História da Biblioteca

A Biblioteca da Academia BAI (ISAF) foi fundada em 2012, num espaço de 484,617 metros quadrados. Inicialmente, contava com seis computadores para pesquisa, quarenta lugares para estudo e um espaço destinado à leitura de periódicos, com capacidade para doze pessoas. Na altura da inauguração, o seu acervo era composto por 300 títulos.

A primeira Coordenadora da biblioteca foi Kâmia Madeira, actualmente Administradora Executiva da Academia BAI, sucedida por Fátima Fernandes e posteriormente por Nuno Alves. Desde a sua criação, a biblioteca manteve-se de acesso livre, acolhendo tanto alunos da Academia BAI como membros da comunidade.

A partir de 2013, a biblioteca começou a promover acções culturais com o objectivo de reforçar as competências dos alunos e incentivar a responsabilidade social. Dentre as actividades destacam-se:

  • Livro da Minha Vida: Discussões sobre livros que marcaram a vida dos convidados.
  • Grandes Obras, Grandes Filmes: Exibição de filmes baseados em grandes obras literárias, promovendo o gosto pela literatura e pelo cinema.
  • Poesia à Quarta-feira: Encontro semanal de poetas e apreciadores da poesia para declamações e debates.
  • Celebrando a Diferença: Actividade poética dedicada à reflexão sobre temas sociais como raça, orientação sexual, infância, inclusão e diversidade.
  • Biblioteca do Kandengue: Iniciativa voltada para crianças de escolas de Luanda, incentivando o hábito da leitura desde cedo.

A biblioteca também disponibilizava a newsletter “Actualidade Económica”, com a selecção e partilha de notícias relevantes para os formandos. Além disso, oferecia formações em diversas áreas, como Excel básico e avançado, mini CIBAC, Inglês, Italiano para iniciantes, oratória e elaboração de currículos, contribuindo para o desenvolvimento profissional dos utilizadores.

Com o passar dos anos, a biblioteca modernizou-se, passando do sistema Winlib 200 para o Nyron, que permitiu a catalogação e indexação das obras de forma mais eficiente, facilitando o acesso ao acervo mesmo fora da instituição. O espaço também foi expandido, passando a contar com 72 lugares para utilizadores.

Em 2021, a área de leitura de periódicos foi convertida na Biblioteca do Kandengue, focada no público infantil, disponibilizando livros dedicados às crianças. Em 2024, essa biblioteca foi doada para um projecto social no distrito do Zango, ficando sob gestão da Fundação BAI. No seu lugar, foi criada a Biblioteca Paula Pena, composta por livros de Direito, História e Literatura, incluindo obras angolanas, americanas e inglesas. A colecção foi doada pela família da mecenas Paula Pena, cumprindo o seu desejo em vida.

Actualmente, a biblioteca conta com 93 lugares para utilizadores e 12 computadores com acesso à internet. O seu acervo expandiu-se significativamente, passando de 300 títulos na sua fundação para 8.468 livros, a maioria ligada à área de administração e finanças, alinhada com os cursos do ISAF e as formações da Academia BAI. O acervo segue a Classificação Decimal Universal (CDU), permitindo uma organização padronizada dos documentos.

A biblioteca opera com dois técnicos, Nara Almeida e Délcio Cununa, responsáveis pelo seu funcionamento, e está sob a supervisão da Área Científica do ISAF.

Desde a sua fundação, a Biblioteca da Academia BAI tem sido um pilar essencial na educação e cultura da comunidade, expandindo os seus serviços e promovendo o conhecimento, a inclusão e o desenvolvimento pessoal e profissional dos seus utilizadores. 

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